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Moicano89

Este blog tem como essência a partilha de cultura que me inspira (cinema, fotografia, banda desenhada, música, literatura, moda) com uma dose de irreverência!

Este blog tem como essência a partilha de cultura que me inspira (cinema, fotografia, banda desenhada, música, literatura, moda) com uma dose de irreverência!

27
Jan19

A Importância do Cabelo


Moicano89

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Para além de ser a moldura do rosto, o cabelo pode expressar mudança interna, refletindo a forma como nos sentimos, como nos expressamos e encaramos a vida diariamente. 

A cada mudança de corte de cabelo, pode estar associada a procura por equilíbrio interno.

É também uma forma vincada de marcarmos a nossa individualidade!

Contribuindo para uma imagem clássica ou radical, a forma como usamos o cabelo está associada a vários conceitos: ousadia, juventude, liberdade, sedução, poder.

Em algumas culturas, o aspecto dos cabelos assinala diferenças sociais ou profissionais.

Em menos de 3 segundos, uma pessoa forma uma imagem a nosso respeito. E o cabelo influencia e muito na avaliação que fazem da nossa imagem e…personalidade.

Infelizmente, nas sociedades “modernas”, as pessoas primeiro criticam e (por vezes) só mais tarde é que aceitam as diferenças.

Porém, mais importante que a nossa aparência, é a nossa personalidade firme, autónoma e irreverente!

21
Jan19

A Singularidade marca a Diferença!


Moicano89

A revista Allure fez este pequeno vídeo onde faz uma óptima apresentação dos diferentes estilos de moda Punk ao redor do mundo.

É bom ser visto, para mantermos a nossa mente aberta e termos perfeita noção que na diferença e na nossa personalidade firme, está a nossa singularidade!

 

20
Jan19

Steampunk- o que é?


Moicano89

Muito popular entre as décadas de 1980 e 1990, o Steampunk é um sub-género da Ficção Científica (Júlio Verne, H.G. Wells, Mary Shelley), com narrativas cheias de reviravoltas, repletas de sociedades secretas, mistérios e teorias da conspiração.

É um género com forte influência do género de fantasia e por vezes do género de terror, podendo reinventar-se de diversas formas.

As histórias ocorrem em realidades alternativas (Era Vitoriana, Velho Oeste, Idade Média), com uma visão pós apocalíptica.

Explora o uso da alta tecnologia adaptada (computadores, robôs, próteses mecânicas, máquinas a vapor (automóveis, dirigíveis, aviões, comboios) em detrimento da qualidade de vida, misturando ciência avançada, com a desintegração ou mudança radical na ordem social. 

Também questiona a relação do homem com a sua própria criação e o eterno debate sobre quem domina quem, despertando em nós um dos nossos maiores medos: o de sermos dominados pelas nossas criações e descartados como espécie dominante.

O seu nome vem de Vapor (steam) e também alude à época da expansão industrial, com grandes máquinas a vapor, presentes numa sociedade que, ao mesmo tempo que se maravilhava com a industrialização acelerada, perguntava se a vida e o trabalho humano teriam algum valor no futuro. 

No cinema existem alguns filmes dentro deste estilo:

Engenhos Mortíferos

 

Sucker Punch

 

Mad Max

 

9

 

Wild Wild West

 

 

15
Jan19

Filme: V de Vingança (V for Vendetta)


Moicano89

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Uma marcante Banda Desenhada transformou-se num potente clássico do cinema!

Numa sociedade totalitária que mistura a Alemanha Nazi, com os Estados Unidos de George Bush e a Oceania de 1984, somos guiados por uma história que apresenta “V”, um homem com características sobre-humanas que luta contra um sistema com mão de ferro composto por governantes sem escrúpulos.

A história mostra que os erros cometidos no passado podem ser assustadoramente recorrentes, com a censura a impedir a liberdade de expressão.  

V organiza diversas actos terroristas com o objetivo de chamar a atenção do povo em relação ao governo preconceituoso, racista, cruel e corrupto que abusa do poder, cometendo actos de violência (tortura, prisão, experiências humanas macabras).

O povo é manipulado pelos media, numa tentativa de promover uma limpeza étnica e social. 

Constantes discursos de propaganda do governo fazem-se ouvir para executar lavagem cerebral na população. 

Ao ocultar o rosto de V durante toda a projeção, o filme transforma a personagem num símbolo de todos aqueles que se levantaram em protesto contra os abusos de poder de qualquer governo em qualquer época. 

V pode ser um único homem ou pode ser muitos, pode ser um justiceiro solitário ou uma organização revolucionária, pode ser qualquer um ou todos. 

É um indivíduo que se libertou através da arte num mundo no qual esta é condenável.

A arte aparece tão marginal quanto os personagens que demonstram apreço por ela.

V e Gordon escondem diversas obras nos porões das suas casas e citações de Goethe e Shakespeare são proferidas pelo protagonista como reminiscências de um mundo que se perdeu.

Há algo em V de fascinante e desconcertante!

O filme também aborda o feminismo, sobretudo através da personagem Evey que apoia V na sua revolução. Esta personagem transmite-nos, em parte, o estereótipo da personagem feminina: frágil, sem poder na sociedade em que vive, que para além de fascista é profundamente machista e acaba por depender de V para sobreviver. 

Esta mulher passa por uma transformação ao longo da história, através de uma experiência  psicologicamente destrutiva que a liberta de todo o medo e que a “destrói”, não a eliminando, mas erguendo-a para um novo patamar na relação de si para consigo e com o mundo –  à semelhança do que aconteceu com V. 

V é o responsável por esta mudança. 

E vemos Evey igualada a V, quer na sua experiência, quer na sua determinação, quer na sua integridade.

Evey assume o papel de ligação entre o espectador e o mundo de V.

Uma das cenas mais intensas do filme é quando Evey encontra uma auto-biografia de Valerie que por ser homossexual foi presa e torturada. 

É transmitida a mensagem que perante a sociedade, podemos não ser livres e discriminados, mas o mais importante é termos a cabeça erguida ao estarmos em paz com quem somos, para além de, no nosso mundo interior, sermos totalmente livres, para escolher, decidir, lutar e amar.

 

 

 

 

08
Jan19

“No futuro todos terão os seus 15 minutos de fama”


Moicano89

Uma misteriosa jovem morena (o seu rosto está no meio do círculo vermelho) roubou as atenções na gala deste ano dos Globos de Ouro Americanos.

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Com um ligeiro e delicado sorriso, usando um vestido azul, a jovem hospedeira das águas Fiji apareceu em várias fotos, por trás das celebridades, "posando", com águas da marca Fiji em cima de uma bandeja.

As suas fotos rapidamente tornaram-se virais e os quinze minutos de fama da modelo canadiana Kelleth Cuthbert já a tornaram conhecida como a Fiji Water Girl.

Também já está convidada para o The Late Late Show with James Corden.

Como o artista Andy Warhol profetizou “No futuro todos terão os seus 15 minutos de fama”, adequa-se perfeitamente a esta situação.

Por vezes, os tais “15 minutos de fama” podem ser efémeros, noutros podem tornar-nos eternos, graças à televisão e às redes sociais.

Será que estamos perante uma nova estrela em ascensão?

 

 

 

08
Jan19

Pop Art ao meu estilo!


Moicano89

A Pop Art é o meu movimento artístico e inspira-me pela sua irreverência, multiplicação e sentido crítico apurado.

Como hoje em dia, até os telemóveis dão-nos a possibilidade de darmos vida às nossas ideias, com a câmara e os filtros do meu telemóvel, decidi começar a criar Pop Art, ao meu estilo!

Pelo gozo e porque não consigo estar quieto!

Gosto de procurar ter ideias e desenvolvê-las...

 

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02
Jan19

Filme: Táxi Driver


Moicano89

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Sinopse 

Trata-se de um retrato violento da solidão e alienação, com um argumento de Paul Schrader, que conta uma história de ansiedade pessoal mas também política e social. 

 

Narrativa

Travis Bickle (interpretado por Robert De Niro) é um veterano do Vietnam, que vive frustrado e alienado, sofrendo de insónias. Os problemas para dormir levam-no a trabalhar como taxista em Nova Iorque, no turno da madrugada.

Dentro do seu táxi, Travis observa e critica toda a violência, solidão e escória que está impregnada na cidade. 

Quando a prostituta pré-adolescente Iris (interpretada por Jodie Foster) entra no seu táxi, tentando fugir do seu chulo, a vida de Travis muda. 

Tirar Iris das ruas e salvá-la do seu Chulo passa a ser uma obsessão para Travis.

 

Com cenas tensas e violentas, este filme capta a podridão da sociedade americana daquele período, após o fracasso da Guerra do Vietnam, a crise económica e o escândalo político conhecido como Watergate.

Para entender Táxi Driver, é preciso entender a vida pessoal de Martin Scorsese e do argumentista Paul Schrader, naquela época. 

Há muito dos dois, no solitário Travis Bickle.

O argumentista Paul Schrader incluiu muito da sua vida pessoal na história. Toda a melancolia, a fixação por armas, a tentativa de suicídio, a depressão, as noites passadas sob medicação, a alienação de Travis, é tudo inspirado na vida conturbada de Paul Schrader. 

Em Los Angeles, também Martin Scorsese sentia-se sozinho, passava por um período muito complicado envolvido em drogas (álcool e cocaína), com problemas psicológicos e financeiros.

Por se verem retratados na depressão de Travis, Argumentista e Realizador uniram forças.

Também a jovem prostituta Iris é inspirada numa jovem prostituta que o Argumentista conheceu. 

Nas sequências onde apresenta o quotidiano e rotina de Travis, o argumentista Paul Schrader, destaca o isolamento de Travis no seu táxi, durante as horas de trabalho. 

Algo que é recorrente no seu texto é a solidão auto imposta do protagonista. Ele sente-se deslocado de todo o ambiente.

Martin Scorsese faz o argumento crescer com uma excelente mise en scene, inspirada no cinema Noir de 1945 a 1955 até à Nouvelle Vague de Jean Luc Godard. 

Para mostrar a solidão de Travis, raramente o enquadra com outras personagens.

Para representar visualmente a paranóia de Travis e o seu racismo, filma os olhares de Robert De Niro, através de enquadramentos subtis que focam nos retrovisores do carro em close-ups.

O grande trunfo de Scorsese foi conseguir comandar com maestria cada elemento do filme, a fim de gerar uma sensação de catarse no espectador e provocar uma reflexão:

Somos assim tão diferentes de Travis?

Todos nós estamos representados na figura dele!

Somos fruto de uma sociedade falida que valoriza o individualismo e vive para exterminar inimigos, muitas vezes, inexistentes.
Os diálogos recheados de humor sarcástico e a boa exploração do contexto político da época, tornam este filme uma das obras mais relevantes e intemporais do cinema. 

Um clássico que preza pela crítica social e pelo entretenimento de qualidade.

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1976, este filme fortaleceu a reputação de Martin Scorsese.

Táxi Driver é a sua quarta longa-metragem.
O filme recebeu quatro nomeações para os Óscares nas categorias: 

Melhor Filme
Melhor Actor- Robert De Niro 

Melhor Actriz Secundária- Jodie Foster, com 12 anos fez um papelão ao dar vida a uma jovem prostituta.
Melhor Banda Sonora


Robert De Niro trabalhou durante 12 horas como motorista de táxi ao longo de um mês, para preparar a sua personagem, além de ter estudado sobre doenças mentais. 

28
Dez18

O Corte Moicano no filme Táxi Driver


Moicano89

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O moicano adoptado por Travis Bickle (Robert De Niro) no clássico Taxi Driver (1976), realizado por Martin Scorsese, foi ideia do actor e amigo do Realizador, Victor Magnotta (1943-1987), que era um ex-combatente do Vietnam.

Segundo Magnotta, os soldados cortavam o cabelo desta forma quando iam para a selva. Era como um código que indicava que o militar estava numa missão especial, ou seja, pronto para matar.

Magnotta fez uma pequena participação no filme, como um agente do Serviço Secreto, encarregado de fazer a segurança do Senador Charles Palantine, que Travis pretendia assassinar.

Curiosamente, Robert De Niro não teve de rapar os lados do cabelo para filmar as suas cenas. O artista Dick Smith (1922-2014) encontrou uma melhor soluçã, fazendo o actor usar uma touca de plástico sobre a cabeça, que dava a impressão de que o corte moicano era autêntico.

 

 

24
Dez18

Corte Moicano- Origem


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O corte moicano tem origem no povo indígena Mohawk, nativos dos Estados Unidos da América. 

No século XVII, os guerreiros desta tribo eram conhecidos por usarem o cabelo rapado nos lados e terem uma faixa no meio da cabeça, que ia da testa à nuca – um símbolo de bravura na luta contra a opressão dos brancos. 

Entre as décadas de 70 e 80, o estilo Moicano foi adoptado pelo movimento Punk, introduzido por Wattie Buchan, vocalista da banda The Exploited, que exibia os cabelos espetados nos concertos. 

Este corte é um símbolo da procura pela diferença, pela liberdade de expressão!

Um look que é um rasgo da própria personalidade!

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